Campo Bom avalia imóvel a imóvel o impacto da nova Planta Genérica de Valores antes de decidir

Equipe da Secretaria da Fazenda de Campo Bom acompanha as simulações da nova Planta Genérica de Valores na Plataforma Web da DRZ, em reunião no dia 29 de setembro.
nova Planta Genérica de Valores antes de decidir
A Prefeitura de Campo Bom (RS) chegou à etapa final de dois instrumentos que definem quanto cada imóvel paga de IPTU: a nova Planta Genérica de Valores (PGV) e a reestruturação do Cadastro Imobiliário. Em reunião no dia 29 de setembro, a equipe técnica da Secretaria da Fazenda acompanhou as simulações de impacto da proposta, feitas lote a lote, diretamente no mapa do município.
Os dois trabalhos fazem parte do projeto de geotecnologia e cadastro que a DRZ Territórios Inteligentes conduz em Campo Bom desde 2025 e agora seguem para a aprovação final.
Nova PGV revisa valores em todos os bairros
A proposta revisou os valores por metro quadrado das faces de quadra em todas as Zonas Homogêneas do município. Cada face de quadra recebe um valor que traduz o mercado imobiliário daquele trecho da cidade, e é esse valor que entra no cálculo do valor venal de cada terreno.
Na reunião, os técnicos da Fazenda acompanharam as verificações e as simulações individualizadas. A equipe segue com a apreciação dos resultados antes da consolidação definitiva da proposta.
Simulador mostra o efeito antes da decisão
A demonstração dos impactos foi feita no Simulador de Tributos da Plataforma Web da DRZ. A ferramenta permite projetar diferentes cenários de aplicação da nova PGV, comparar a situação atual com a proposta e avaliar, imóvel a imóvel, o efeito projetado sobre o IPTU e sobre a arrecadação do município.
Os resultados aparecem como camadas no mapa. Em uma delas, cada lote é colorido conforme a diferença percentual entre o imposto atual e o projetado. Em outra, os imóveis são agrupados por faixas de aumento. Com isso, a Fazenda enxerga onde estão as maiores variações, em quais bairros elas se concentram e quais imóveis merecem uma verificação mais detalhada.
Como a planta fica integrada à plataforma como uma camada georreferenciada, e não como um documento estático, ela permanece disponível para consulta e atualização pela prefeitura. Para o gestor, a discussão da nova PGV com o Legislativo e com a população passa a partir do efeito real de cada cenário.
Cadastro atualizado com o que existe de fato
Em paralelo, a reestruturação do Cadastro Imobiliário está em fase avançada. As edificações foram adequadas ao novo padrão construtivo, os fatores de obsolescência e de conservação foram classificados e as novas construções que não constavam na base municipal foram identificadas. Essas etapas já estão consolidadas e seguem para validação final.
Por que PGV e cadastro precisam andar juntos
O valor venal de um imóvel depende de duas informações: quanto vale o terreno naquela localização, definido pela PGV, e o que está construído sobre ele, registrado no cadastro. Quando uma das duas está desatualizada, o cálculo do IPTU se afasta da realidade.
Anos sem recadastramento produzem uma base tributária defasada. Imóveis com características semelhantes passam a pagar valores diferentes, enquanto outros, que se valorizaram ao longo do tempo, continuam com valores venais antigos. Atualizar apenas a planta, ou apenas o cadastro, resolve só parte do problema.
Com os dois instrumentos revisados ao mesmo tempo, Campo Bom corrige as distorções acumuladas e dimensiona, imóvel a imóvel, o real potencial de arrecadação do município. A base de cálculo do IPTU volta a refletir a realidade física e econômica do território, e a decisão sobre como aplicar a nova planta passa a ser tomada com números concretos.
Sua prefeitura também trabalha com uma planta de valores ou um cadastro imobiliário desatualizados? Fale com a equipe da DRZ Territórios Inteligentes e conheça como a revisão da PGV, o recadastramento e o Simulador de Tributos podem ser aplicados no seu município.
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