Secretário de Planejamento de Ibiporã fala como Plano de Mobilidade Urbana ajuda o gestor público

O secretário de Planejamento Urbano de Ibiporã, José Roberto de Oliveira, esteve na DRZ Geotecnologia para uma reunião com a equipe de Gestão de Cidades. O tema foi o Plano de Mobilidade Urbana (PMU) do Município que está sendo desenvolvido de forma integrada à Revisão do Plano Diretor Municipal. Em um bate-papo, Oliveira falou sobre os desafios da mobilidade urbana em Ibiporã e de que forma o PMU vai ajudar a administração pública a vencê-los.

De que forma o Plano de Mobilidade Urbana (PMU) pode auxiliar o trabalho do gestor público na resolução das demandas diárias?

Com a expansão constante do meio urbano, as necessidades referentes à mobilidade urbana têm surgido numa velocidade muito maior do que o Município consegue resolver. Estamos, diariamente, frente a quatro desafios principais: geográfico (distâncias a serem percorridas); as dificuldades de locomoção enfrentadas por pessoas com deficiência física e com restrição financeira; a falta de recursos para implantação das ações e, outro bastante importante, que é o não entendimento da população diante das medidas que o gestor público precisa tomar para solucionar estes desafios.

Se o gestor público tiver um Plano onde todas as condições da mobilidade urbana e seus desafios estão analisados, com os motivos pelos quais cada medida deve ser tomada, e do qual a população participou, discutiu, o gestor público não será criticado quando executar determinada obra, tomar determinada medida.  Com o Plano, o gestor público também poderá buscar os recursos para viabilizar as mudanças necessárias.

A informação é hoje o grande capital para a administração pública. É isso que estamos procurando com o Plano de Mobilidade Urbana: informação para administrar os conflitos urbanos. Com isso, teremos lastro ao apresentar um projeto para fazer a captação do capital, ao qual somado ao trabalho permitirá alcançarmos os resultados.

Qual a importância de a mobilidade urbana ser pensada regionalmente?

Estamos inseridos em um contexto. Não somos uma ilha. Dependemos dos municípios circunvizinhos. Pois existe o deslocamento de casa para escola, trabalho, lazer, serviços, entre as cidades vizinhas. Então, é necessário ter um sistema de mobilidade integrado.

Em Ibiporã, somos usuários de Londrina. Utilizamos o aeroporto, grandes hospitais, universidades. Londrina, por sua vez, tem muitos de seus trabalhadores que residem em Ibiporã.  Então, precisa haver uma estrutura que permita esta troca sem criar problemas de gargalos de trânsito, risco de acidentes, atrasos no deslocamento. Vemos que muito já existe este problema, por exemplo, provocado pelo grande fluxo de cidadãos de Ibiporã, que afoga a Avenida Brasília. Teríamos que ter mais vias de acesso. Estas informações precisam ser levantadas em um Plano de Mobilidade Urbana, para buscarmos apoio com o gestor estadual ou Região Metropolitana.

Ibiporã enfrenta, guardadas as proporções, os mesmos problemas que cidades grandes?

Sem dúvida.  Somos uma cidade de 53 mil habitantes, com um trânsito horrível.  O congestionamento já é tanto, que as pessoas já estão utilizando patinetes elétricos para se deslocarem. A avenida Santos Dumont, por exemplo (via de acesso ao Município), entre 11 horas e meio-dia, é muito difícil cortá-la.

Essa semana, por exemplo, no domingo, na BR 369, saída para Londrina, a velocidade era de 30 km/hora, devido ao grande tráfego em função ao deslocamento para fazer concurso público em Londrina e um evento na nossa praça principal. Essa situação ocorre porque nossas vias públicas têm a mesma largura de 20, 30, 40, 50 anos atrás. Naquele tempo, por estas vias transitam cavalos, charretes, bicicletas. Hoje, o cenário é totalmente diferente, não só o tipo de transportes – carros, motos, caminhões, ônibus, patinetes elétricos, skate – como a quantidade. Tudo cresceu, só a oportunidade de deslocamento que não.

É só pensarmos que as cidades grandes foram municípios pequenos como o nosso que cresceram sem resolver seus problemas enquanto ainda eram embrionários. Depois que se avolumam fica muito mais difícil corrigi-los.

A solução é a integração de vários modais: transporte público coletivo, transportes alternativos (Uber), ciclovia?

Exatamente. Tanto que temos um projeto de ciclovia que atravessa a cidade, ligando o Museu do Café à saída para Londrina, onde estamos o projetando a construção de um arco. Com isso, queremos garantir o deslocamento direto do início da cidade até a saída para Londrina, melhorando a mobilidade. Vemos hoje a importância dos veículos não motorizados tanto facilitando o deslocamento, como para lazer e a saúde do cidadão.

Gestor público,  quer saber mais sobre o tema?

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