Paraibuna (SP) - 16/01/2017

Plano Diretor de Macrodrenagem já foi entregue para avaliação da Prefeitura

Paraibuna (SP) terá que investir R$ 2,1 milhões, em até 15 anos, para resolver os problemas de drenagem. O município possui seis pontos de erosão e nove pontos de inundações. A equipe DRZ entregou o produto final do Plano Diretor de Macrodrenagem que traz as diretrizes para buscar soluções racionais e tecnicamente econômicas. Os investimentos deverão ser feitos para melhorar a capacidade hidráulica dos córregos Morro Azul, Laranjeiras, Lavapés, Ilhéus e São Guido e para dragagem do leito do Rio Paraíba do Sul.

Para identificar os problemas e definir as ações, a equipe DRZ desenvolveu o trabalho em etapas que estão descritas no Plano: estudo preliminar, estudos hidrológicos, estudos hidráulicos, mapas temáticos, programa de ação, projeto e anteprojetos básicos e o relatório final. “Por meio dos estudos, foi possível comprovar que, na maioria das seções dos córregos estudados, as seções transversais não têm capacidade hidráulica para conduzirem as vazões produzidas por uma chuva de projeto com tempo de recorrência de 10 anos", explica o gestor da DRZ, engenheiro civil Wagner Hawthorne. Por isso, é necessário fazer alargamento e retificação de alguns trechos nos córregos, para evitar o alagamento de suas margens.

As prioridades das obras de macrodrenagem foram determinadas de acordo com as condições hidráulicas dos córregos e das áreas de inundação que ocorrem frequentemente. Assim, as obras da seção do córrego Lavapés são de prioridade alta e devem ser realizadas no período de 1 a 4 anos, devido às frequentes inundações na área urbana de Paraibuna. Nos córregos Laranjeiras e São Guido, as obras são de prioridade média e devem ser realizadas no período entre 5 e 9 anos. Já nos córregos Morro Azul e Ilhéus, por estarem em áreas menos adensadas, as obras são de prioridade baixa e devem ser realizadas no período entre 10 e 15 anos. O estudo traz ainda a importância das faixas de preservação nas margens dos córregos e aponta a área mínima que deve ser mantida em margens de rios, nascente e olhos d’água, topo de morros e montanhas.

De acordo com Hawthorne, os resultados obtidos com os cálculos hidráulicos mostram também a necessidade de restringir a ocupação das margens e várzeas de rios e córregos urbanos. A forma mais eficiente de fazer isso é através de parques lineares, que exercem uma função importantíssima de inclusão social e funcionam na readequação ambiental, permitindo que as águas dos córregos ocupem suas várzeas nos eventos pluviométricos mais extremos.

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